Agosto Lilás: precisamos falar sobre machismo

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Você já se perguntou como seria o mundo sem o machismo? Essa pergunta não é tão simples de responder, mas sabemos que sem dúvida as coisas seriam bem mais fáceis. Mulheres não sofreriam com tantos estereótipos criados sobre elas e até mesmo os homens não precisariam “negar” suas emoções para parecerem fortes e racionais o tempo todo.

Sendo mulher, esse questionamento talvez lhe leve para outros lugares, revisitando piadas machistas que cansou de escutar, relembrando as lições ensinadas na sua infância, questionando a forma que se relaciona com as outras pessoas, entre tantos outros exemplos. São tantos pensamentos que podem surgir, que não ousaríamos tentar colocar todos eles aqui.

Com isso, não temos o intuito de dizer que homens não sofrem com o machismo, afinal eles também são prejudicados por isso. Eles foram ensinados desde a infância que não deveriam expressar seus sentimentos, como se colocassem a “tal capa do Super-Homem” e fossem capazes de tudo: serem fortes, corajosos e destemidos. No entanto, as maiores vítimas deste fenômeno, de fato, são as mulheres.

A importância do Agosto Lilás dentro das empresas

Você sabia que a violência de gênero no Brasil e no mundo continua crescendo? De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada três mulheres no mundo já sofreu algum tipo de violência pelo simples fato de ser do gênero feminino.

Isso demonstra o quanto o Agosto Lilás – mês da conscientização pelo fim da violência contra a mulher – é importante para reduzir a cultura de machismo que está intrínseca na sociedade. Com isso, é importante lembrar que existem diferentes tipos de violência sofridas por mulheres sendo violência patrimonial, sexual, física, moral e psicológica.

Diante da importância deste tema para a sociedade, o comitê de Diversidade e Inclusão da Datum, DiversiDatum, realizou algumas ações durante todo o mês de agosto, onde os datuanin@s receberam vídeos semanalmente sobre situações machistas vivenciadas todos os dias por mulheres.

Assuntos como maternidade, casamento, emoções e pré-conceitos ligados a aparência e a idade foram alguns dos temas abordados ao longo deste mês, como você pode conferir aqui.

Iniciativas Datunianas

Foram pautas como esta, que ascendeu dentro de cada datunian@, a vontade de construir o Comitê de Diversidade da empresa, responsável por organizar estratégias a respeito de diversidade e inclusão com profissionais de diferentes áreas da Datum. 

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Falar de inclusão, não se trata apenas de abordar temáticas a respeito de grupos de minorias, é sobre encontrar formas de mudar esta realidade.

O machismo vivenciado no cotidiano também impede mulheres de ingressar no mercado de trabalho tecnológico. Segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o Brasil conta com mais de 580 mil profissionais de TI, sendo apenas 20% mulheres.

Com o objetivo de transformar o mercado tecnológico em um ambiente com maior presença feminina, lançamos o Let’s Go Girls, programa de desenvolvimento em programação exclusivo para mulheres e que nos enche de orgulho.

A iniciativa promete mudar a vida das participantes que ao longo de 13 semanas, se dedicaram a aprender mais sobre o universo da programação.

Violência doméstica será tema em evento virtual

Ainda no mês de agosto os datunian@s contarão com um evento virtual para falar sobre violência doméstica com a Talent Building, Amanda Carlini. A Bacharel em Direito, possui uma longa experiência com a temática, visto que passou mais de 8 anos atuando como Policial Militar, sendo os 2 últimos anos voltados especificamente ao combate à violência doméstica.

A ex-patrulheira e integrante da equipe da Coordenação das Patrulhas Maria da Penha do RS, contará mais detalhes sobre o papel que as pessoas devem assumir nesta luta no encontro que acontecerá quinta-feira (26).

– A violência doméstica não é somente a agressão que dói na pele. Ela vem de diversas formas, em diversos contextos, e muitas vezes é recorrente, mas a gente não se dá conta porque essa cultura, infelizmente, ainda está muito presente no nosso cotidiano, explica.

De acordo com a nova publicação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública em 2020, a cada minuto uma pessoa ligava para um centro de denúncias para registrar um caso de violência doméstica contra mulheres. Isso reforça a importância da educação no combate à violência de gênero.

– Temos que desmistificar as atitudes, educar nossas crianças, reorganizar o “padrão” naqueles que nunca tiveram outras oportunidades de enxergar a vida. Um pouco de cada vez, todo mundo fazendo a sua parte. Somente assim poderemos ter um mundo diferente, afirma.

A violência contra mulheres está presente desde o assédio moral até o feminicídio e mudar esta realidade é um compromisso de todas as pessoas. A Datum se orgulha em realizar iniciativas todos os dias para mudar ser uma aliadana luta contra a cultura do machismo.

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