O que é e para que serve a arquitetura da informação? Aprenda!

7 minutos para ler


Uma parte fundamental do desenvolvimento de sistemas e apps é a arquitetura da informação. Esse conceito está associado com a ideia de usabilidade e experiência do usuário e visa auxiliar as equipes de TI a chegarem ao melhor produto digital possível, de acordo com o público. Nesse sentido, é de extrema importância entender melhor o conceito e saber para quê ele serve.

Os ideais da arquitetura de informação têm evoluído bastante nos últimos anos. Novos conceitos e metodologias surgiram para otimizar a organização de informações e o design de apps.

É uma tendência dos nossos tempos produzir aplicativos para clientes, por isso, vale a pena acompanhar esse conceito para criar soluções que vão trazer retorno e gerar vantagem competitiva. Para continuar lendo sobre o assunto, acompanhe este artigo!

O que é arquitetura da informação?

O termo arquitetura diz respeito ao processo de planejamento e organização de estruturas. O foco é desenvolver algo funcional e esteticamente interessante, em um equilíbrio entre essas dimensões. Preocupa-se com harmonia entre os componentes, conforto e segurança, pensando sempre em que vai utilizar aquela estrutura eventualmente.

Se trouxermos essa perspectiva para analisar a informação, temos a definição que queremos. A arquitetura consiste em um planejamento detalhado das informações dispostas em um sistema, em diferentes camadas. O objetivo é organizar os componentes (menus, submenus, barras de pesquisa, etc.) para tornar as interfaces utilizáveis.

De uma maneira simples, podemos entender a arquitetura da informação como uma ciência que visa organizar dados para tornar as atividades fáceis de serem realizadas e as informações fáceis de serem encontradas. Por isso, aliás, fala-se em encontrabilidade para definir essa área.

Ela, portanto, permite que os usuários cheguem ao objetivo final ao usar uma interface com menos esforço possível. Temos 4 principais componentes desse conceito: organização esquemática, sistemas de rotulagem, sistemas de navegação e sistemas de pesquisa.

A organização esquemática cuida da categorização da informação, destacando umas das outras. Utiliza conceitos de biblioteconomia e de psicologia cognitiva para entender e organizar informações de uma forma que a nossa mente processe melhor. O uso de cores pode ser útil para distinguir as categorias, por exemplo. Nela estuda-se os seguintes pontos:

  • carga cognitiva: a quantidade de informação limite a ser processada em um determinado momento;
  • modelos mentais: as predefinições da nossa mente antes de utilizar alguma aplicação;
  • tomada de decisão: o momento-chave em que escolhemos fazer algo.

Os sistemas de rotulagem organizam a representação da informação, sempre em busca da melhor maneira de acordo com o público. Sistemas de navegação, por sua vez, cuidam do fluxo de informação sequencial para chegar de um ponto do sistema ao outro. Existem diferentes tipos, sendo que em um site são:

  • navegação global: mostra a página principal com todas as opções de ramificação dos menus e links superiores;
  • navegação local: são os submenus, categorias de um segundo nível, mais específico;
  • navegação contextual: são seções dedicadas a recomendações com base no que está sendo visto;
  • navegação suplementar: oferece um mapa geral do que pode ser encontrado no site.

Já os sistemas de pesquisas se preocupam com a acessibilidade da informação a partir de dados de pesquisa. São os responsáveis pelas barras e pela encontrabilidade a partir de termos-chave digitados pelo usuário.

Por que é importante?

A arquitetura da informação é extremamente importante para qualquer tipo de aplicação, seja um software, seja um app, seja um site. Um dos motivos para isso é a transparência e a clareza que conduzem a uma melhor experiência do usuário. Como já falamos, a UX está associada à arquitetura.

Afinal, se o usuário entra em um sistema ou site e não consegue acessar as informações que deseja, ele se sentirá frustrado. Segue-se, então, uma má impressão gerada pela experiência, o que provavelmente afastará o cliente daquela marca. Se é um e-commerce, o usuário provavelmente vai procurar outra loja para comprar.

Uma aplicação que não investe em uma boa arquitetura da informação se torna inútil para seus usuários. É como um software que não atinge os propósitos para os quais foi criado. Desse modo, não trará os retornos desejados.

Se uma empresa deseja fidelizar o seu público, deve focar a construção de sistemas com arquiteturas sólidas e bem definidas. A partir disso, usuários conseguirão fazer bom uso do app/site e poderão resolver os problemas que desejam com um fluxo fácil e orgânico. É um valor gerado que torna essencial para que aquelas pessoas voltem a utilizar o app/site.

Quais as metodologias envolvidas?

Veremos agora quais são as metodologias associadas com esse conceito de arquitetura.

Estrutura hierárquica

Se você analisar como informações são dispostas em aplicações ou sites perceberá um padrão: a hierarquia. Pensar na hierarquia é organizar uma parte muito importante de qualquer sistema, pois é o que prepara os desenvolvedores para organizar as informações em diferentes níveis.

Nessa parte, fica a definição dos menus e submenus, por exemplo. É preciso estabelecer quais são as informações principais que estarão disponíveis e as que serão secundárias. Quanto às secundárias, é necessário pensar qual será a relação delas com os itens do menu principal.

Depois de pensar e anotar as informações em sua ordem, o time provavelmente chegará a uma árvore que define como o fluxo de informações que será visualizado no sistema.

Wireframes

Os wireframes são rascunhos e protótipos de telas que ajudam bastante na organização da arquitetura. Eles descrevem toda a estrutura de uma página ou interface, evidenciando as categorias, hierarquias, fluxos e informações das composições. Assim, o designer poderá seguir e tornar os esboços realidade.

Taxonomia

A taxonomia diz respeito à classificação das informações em determinadas categorias. Trata-se da divisão da informação de forma visual, como com o auxílio de cores, para auxiliar na identificação e, posteriormente, na navegação.

Inventário de conteúdo

Outra importante metodologia para estruturação da informação é o inventário de conteúdo. É uma estratégia para listar todas as informações dispostas nas interfaces e telas do sistema. É uma forma de obter transparência de tudo o que será visualizado.

A arquitetura da informação é uma das principais preocupações de quem deseja construir um software de qualidade. Para obter melhores resultados na usabilidade e na definição dessa arquitetura em suas aplicações, é sempre ideal contar com o apoio de empresas especializadas, como a Datum.

A Datum é uma empresa de mais de 20 anos de mercado. Tem clientes renomados e uma longa jornada no universo dos sistemas de software. Por isso, ela oferece o time ideal para desenvolvimento das soluções que você precisa, com o uso das melhores tecnologias. Dessa forma, o sucesso na eficiência e usabilidade é garantido.

Gostou do assunto? Quer saber mais? Entre em contato com a Datum e comece já a entender nossas soluções para você!

Você também pode gostar

Deixe um comentário