Economia digital: 4 informações sobre o tema!

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A economia digital é fortemente fragmentada em diversos nichos de mercado e é cheia de oportunidades e possibilidades. Isso porque a internet confere uma infinidade de formas para empresas encontrarem seus clientes — bem como diversos caminhos para que os consumidores encontrem suas soluções. Nesse novo momento, a adaptação não é mais um diferencial, mas uma necessidade.

Quando falamos nesse conceito, estamos abarcando diferentes frentes, como mudanças nas relações de consumo, surgimento de novos mercados e uma revolução nas formas de produção, comercialização e distribuição. Então, em uma análise pormenorizada, chegamos às tecnologias que fazem parte desse fenômeno, como as de análise de dados e as infraestruturais.

Se quiser saber mais sobre esse assunto de extrema relevância, e obter um guia para inovação e adaptação a novidades tecnológicas, acompanhe o artigo a seguir.

1. O conceito de economia digital

O termo economia digital descreve um novo momento em que as tecnologias são cruciais para a produção em inúmeros segmentos. Define uma tendência do mundo todo em se alinhar a novas ferramentas e ao digital, o que cria demandas, oportunidades e desafios.

Assim, está fortemente relacionado com a ideia de transformação digital, em que as tecnologias assumem um papel central na sociedade. Podemos analisar essa definição em dois principais conceitos relacionados e diversos pilares. Neste tópico, vou analisar os subconceitos: mudança nas relações de consumo e surgimento de novas empresas.

Mudança nas relações de consumo

Um dos aspectos da economia em moldes digitais é uma total revolução nas formas e relações de consumo. Isso acontece porque as pessoas mudaram totalmente com o surgimento de novas ferramentas, como a internet.

A web dá às pessoas a capacidade de criar conteúdo sobre qualquer tópico que desejam, bem como se reunir com amigos em comunidades virtuais. Esses comportamentos eram inviáveis antes.

Nesses espaços, cada pessoa tem autonomia para gerar influência sobre os outros e criar discussões. Além disso, cada usuário se comporta diferente como consumidor: ele tem nas mãos um leque infindável de informações sobre produtos e soluções a qualquer momento.

Ou seja, eles têm mais opções de compra sempre. Por essa razão, a forma como as empresas enxergam a relação também mudou. É preciso ser mais centrado no cliente e em suas preferências, pois perdê-lo para a concorrência é muito mais fácil.

Essa questão também inclui utilizar ferramentas modernas e tecnológicas a fim de satisfazer melhor essas pessoas. Assim, as companhias se esforçam para mudar seus processos, bem como investir em modernização e personalização da mensagem e dos produtos/serviços, de modo a oferecer mais valor.

Surgimento de novas empresas

Da mesma forma, existem novas empresas surgindo a todo tempo. O avanço tecnológico criou paradigmas complexos, que exigem o suprimento de demandas específicas. Afinal, estamos na chamada economia dos nichos, termo do economista Chris Anderson, em que as companhias podem oferecer estantes infinitas de produtos específicos, sem limitações de estoque.

Assim, temos uma economia cada vez mais voltada a solucionar demandas específicas, de nicho. Esse movimento inclui o uso de tecnologia em diversos segmentos para lidar com cenários distintos: no setor imobiliário, na educação, no financeiro etc.

Em outros casos, empresas surgem já online, oferecendo produtos meramente digitais, como um software como um serviço (SaaS). Nesse sentido, destaca-se a falta de necessidade de espaço físico e infraestrutura para ofertar valor aos clientes, buscando os princípios que eles valorizam, como agilidade, personalização e mobilidade.

Assim como surgem organizações, outras estão se adaptando. Isso abarca o maior investimento em tecnologias novas e busca por soluções de otimização dos processos e do desempenho. Esse aspecto está relacionado com a ideia da mudança das relações de consumo e com o conceito de darwinismo digital — que prega que adaptação é uma questão de sobrevivência no mercado. 

2. Os principais pilares da economia digital

Vamos, então, aprofundar o entendimento sobre alguns dos pilares da economia digital. Um deles é, justamente, a digitalização, que consiste em utilizar tecnologias para automatizar processos, tornando-os online. Esse novo paradigma elimina a burocracia de lidar com materiais físicos, registros de papel, planilhas e operações manuais.

A automação é uma regra implícita nesse novo universo. Computadores estão sendo cada vez mais usados para resolver problemas repetitivos e burocráticos, a fim de proporcionar otimização dos processos internos e liberar funcionários para funções mais estratégicas. Desse modo, a empresa ainda ganha com maior precisão e estabilidade.

Outra questão é a análise de dados. O mundo online também é caracterizado por uma intensa geração de informações, em grande volume e em tempo real. Basicamente, toda vez que um sistema computacional é utilizado, dados são produzidos e ficam disponíveis em algum lugar.

A análise compreende a inteligência para buscar esses dados brutos e realizar minerações em busca de padrões e correlações inteligentes, a fim de gerar insights de negócio. Essas ideias são fortemente estratégicas e são usadas para otimizar as decisões empresariais.

Na economia do mundo virtual, é importante saber integrar e concentrar informações. Afinal, esse aspecto gera eficiência e agilidade nos processos. Nesse sentido, a integração de sistemas e de equipes internas é imprescindível para que as empresas consigam se comunicar melhor internamente e com os seus clientes, eliminando barreiras e gargalos.

Recentemente, a segurança e a privacidade se tornaram termos recorrentes em discussões sobre tecnologia, também. Assim como o avanço é importante, é fundamental se preocupar com os limites dele e prezar por proteção de dados. Isso representa menos problemas para a reputação de uma empresa, custos menores, redução das indenizações e menor desconfiança por parte dos clientes.

3. Os desafios para o segmento

Diante desse novo momento, alguns desafios surgem, também. Um deles é a dificuldade de acompanhar as mudanças, já que elas são muito rápidas e dinâmicas. Os cenários estão sempre sendo alterados, pois novas tecnologias aparecem no mercado com uma alta frequência.

Encontrar profissionais dinâmicos e multidisciplinares para atender às demandas do mundo moderno também é um desafio. Para alguns gestores, tem sido difícil preencher seus times com pessoas capazes de entender a linguagem atual e os padrões do digital. Outra barreira grande a ser ultrapassada é adaptação dos membros já existentes nas equipes, o que requer uma profunda mudança de visão deles.

Da mesma forma, uma dificuldade comum é a necessidade de investimento para adaptar o negócio à transformação. Muitas empresas não sabem como fazer isso e como otimizar seus processos de forma concreta. É preciso, então, uma visão mais ampla sobre o que é necessário e importante, inclusive com filtro do que é relevante para cada negócio em específico.

4. Os impactos positivos da economia digital

Então, quais são os impactos dessas tecnologias e da aplicação dos conceitos e pilares da economia digital? Vamos analisar, a seguir.

Agilidade e flexibilidade

Primeiro, agilidade nos negócios e flexibilidade. Ao investir em análise de dados, automação, integração, mudanças de visão e segurança, as empresas ganham maior capacidade de mudar de acordo com o mercado e enfrentar crises e momentos difíceis.

É possível seguir com eficiência, continuar entregando valor para os clientes e sobreviver em meio à concorrência.

Inovação contínua

Segundo, temos a inovação contínua. Os pilares da economia digital dão suporte para que as companhias continuem investindo em inovação e revolucionando seus processos e modelos de negócio para crescer.

Melhores decisões

Terceiro, as empresas conseguem optar por melhores decisões, a fim de impulsionar o crescimento. A análise de dados oferece o apoio para escolhas mais adequadas e ações estratégicas que ajudam a otimizar o dia a dia, aumentar lucros e avaliar a performance dos sistemas usados internamente.

Afinal, há mais informação para cada decisão, o que ajuda a diminuir o risco e orienta os gestores a escolher a opção que maximiza os benefícios.

Redução de custos

Por fim, vale mencionar a redução de custos proveniente dos investimentos em automação e da menor necessidade de contratações para trabalhos burocráticos. Do mesmo modo, a empresa ganha maior estabilidade para seguir no mercado.

A economia digital carrega uma série de conceitos e pilares, conforme vimos. Criou mercados, revolucionou os antigos e mudou a visão dos consumidores. É importante entender como se adaptar a esse fenômeno e o que fazer para manter as empresas competitivas e fortes no mercado. A adaptação inclui investimento em automação, integração, segurança e maior transparência para tomada de decisão.

E você, o que achou do conteúdo? Deixe sua opinião sobre a economia digital nos comentários. 

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