Mulheres na TI: a importância de ensinar coragem, ao invés da perfeição

Mulheres na TI
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Quantas mulheres você conhece que trabalham com tecnologia? Se você lembrou de alguma (ou várias), você sabe dizer se houve um incentivo desde a sua infância para seguir no caminho das “exatas” ou esta foi uma decisão tomada já na fase adulta?

Por mais que as mulheres estejam se formando em maior número no ensino superior, elas ainda são minoria quando a graduação é na área de exatas. Em um estudo realizado pela revista americana Wired em parceria com a startup Element AI, apenas 12% dos profissionais que trabalham com inteligência artificial são do sexo feminino.

Você já se questionou por que isso acontece?

Muitas pessoas acreditam que mulheres possuem maior aptidão para a área de humanas, enquanto os homens são mais capacitados para a área de exatas, porém um estudo com centenas de imagens de cérebros demonstrou que não existem provas de que exista um cérebro masculino e outro feminino.

Partindo dessa ideia, se o cérebro de cada pessoa é considerado um mosaico com elementos tanto femininos quanto masculinos, por que elas ainda são minoria nos cursos de exatas?

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Por que mulheres ainda são minoria na tecnologia?

Bom, infelizmente, não temos a resposta para essa que seria a pergunta de 1 milhão de dólares, porém muitas investigações são feitas para conseguir compreender esse comportamento.

Como uma opção, temos o fato de que mulheres são pouco incentivadas a se arriscarem desde muito jovens. Em Corajosa sim, Perfeita Não, a fundadora e CEO da Girls Who Code, Reshma Saujani, explica que meninas, ainda nos seus primeiros anos, são incentivas a seguirem o caminho mais seguro, pensando sempre em agradar outras pessoas.

“Pais e professores bem-intencionados nos estimulam a fazer atividades em que brilhamos para que possamos nos destacar, e nos afastam daquelas em que não nos saímos bem naturalmente, pelo bem de nossa autoestima e de nossa média no boletim da escola.”

De acordo com ela, isso faz com que essas meninas se tornem adultas com medo do fracasso e que não insistam em seus sonhos. Por outro lado, a autora comenta que os meninos são criados recebendo mensagens diferentes, onde eles aprendem a explorar, jogar duro, ir mais alto no balanço, descobrir coisas novas e fazer atividades físicas mais arriscadas.

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Percebe a diferença entre ambos?

A mensagem da ativista é clara: meninos são ensinados a serem corajosos, ao invés de serem perfeitos. Um exemplo disso, trata-se do quanto elas são pouco instigadas a exercitarem o raciocínio lógico ainda crianças.

Se você gostaria de exercitar o raciocínio lógico de crianças, fica aqui a nossa dica: estimule brincadeiras com uso de jogos de tabuleiro, incentive maior contato com a literatura, jogos eletrônicos e quem sabe até algumas aulas de programação e robótica?

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Iniciativas de TI voltadas para mulheres

Contrariando o medo do fracasso, vivido por grande parte das mulheres, a maioria dos homens tem um comportamento divergente do sexo feminino quando se trata de concorrer a vagas de emprego.

Em seu livro, Saujani – responsável pelo projeto que visa capacitar mulheres para o mercado de TI – aponta que homens se candidatam a empregos mesmo que atendam apenas 60% das qualificações, enquanto mulheres só se candidatam quando cumprem 100% dos pré-requisitos.

Será que isso poderia ser uma possível explicação do porquê eles também estão presentes em maior número no mercado de TI?

“É óbvio que não dá para ficar corajosa só pelo poder da vontade. Não existe milagre nem poção mágica. Não basta fazermos uma coisa corajosa e pronto. É um processo que exige de nós dia após dia, que demanda prática constante. Sempre vamos nos deparar com novas derrotas e desafios maiores. Vencê-los requer estratégias de cultivo de uma mentalidade que transforme coragem em um hábito para a vida toda.”

Em busca de um mundo com mais mulheres na tecnologia, muitos projetos são idealizados e construídos todos os dias voltados exclusivamente para mulheres. No Brasil, existem uma série deles, como por exemplo o Reprograma, PretaLab, Elas Programam, UX para Minas Pretas, e a iniciativa datuniana, Let’s Go Girls.

Esse artigo nasceu com o objetivo de iluminar suas ideias, trazendo luz para estes espaços obscuros que te fazem insistir no medo de não se sentir capaz o bastante para tentar algo novo.

Independente do gênero que você se identifica, fica aqui o nosso manifesto para que você se permita explorar os seus sonhos, se arriscar, errar, aprender e quem sabe até investir na possibilidade de uma nova profissão.

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